Só quem sofre com os despertares noturnos constantes sabe como isso pode prejudicar o dia a dia. Afinal, quando não dormimos bem, nosso corpo sente a falta do sono e ficamos mais cansados e sonolentos durante o dia. Além disso, um sono de baixa qualidade pode provocar irritabilidade, dores de cabeça, problemas de foco e, inclusive, diminuir a libido.
Contudo, mesmo sendo algo que impacta muitas pessoas, poucas têm ciência das causas do problema que sofrem. Por isso, neste conteúdo, trouxemos alguns possíveis motivos para os seus despertares noturnos, como melhorar a qualidade do sono e quais profissionais buscar. Continue a leitura e fique por dentro do assunto agora mesmo!
Quando os despertares noturnos são prejudiciais
Vale lembrar que acordar no meio da noite vez ou outra é algo normal – até certo ponto, claro. No entanto, quando isso acontece durante vários dias consecutivos sem nenhuma explicação – como a adesão a um novo medicamento, barulhos ou luminosidade da rua/casa -, é um sinal de alerta, sejam esses despertares várias vezes à noite ou não.
Portanto, quando notar que esses despertares passam a ser regulares, o primeiro passo é ter um “diário do sono”. Nele você pode anotar quais dias acordou durante a madrugada, qual o horário e o tempo estimado que demorou para pegar no sono de novo. Assim, a partir do momento que notar que há algo de errado, é importante procurar um médico do sono.
Entretanto, é comum que muitos pacientes nem notem que acordaram durante a noite, tendo sofrido com micro despertares. Isso é o que acontece com as pessoas acometidas pela apneia do sono, por exemplo. Neste caso, o ideal é que passe a prestar atenção em como você acorda na manhã seguinte, se está 100% descansado ou continua sentindo sonolência, além de conhecer os outros sintomas do distúrbio, claro.
Despertares noturnos: o que são e quais as consequências
Embora muitos acreditem no contrário, nem sempre a insônia é caracterizada apenas pelas noites em claro ou demora para pegar no sono. Os despertares noturnos constantes também são considerados um tipo de insônia – chamado Insônia de Manutenção. Eles causam irritabilidade e cansaço devido ao sono de baixa qualidade. Contudo, esses não são os únicos problemas que podem ser agravados ou causados pela Insônia de Manutenção. Confira:
- Aumenta o risco de problemas no coração;
- Depressão;
- Ansiedade;
- Diabetes tipo 2;
- Doenças neurodegenerativas (demências), como o Alzheimer;
- Cansaço e irritabilidade;
- Falta de foco.
Dessa forma, é importante manter a atenção quando o assunto é a qualidade do sono e, em caso de despertares constantes, buscar um especialista. Assim, é possível manter noites de sono mais tranquilas e qualitativas. Contudo, para isso é preciso saber as causas principais dos despertares noturnos, que contamos a seguir. Continue a leitura e confira agora mesmo!

Principais causas para os despertares noturnos
Embora possa parecer sempre estar ligado a um sono mais leve ou à insônia, os despertares noturnos podem ter várias causas diferentes. Porém, existem os quatro fatores principais que podem estar relacionados aos acordares durante a madrugada, como causas psicológicas, físicas, maus hábitos do sono e distúrbios do sono. A seguir falamos melhor sobre as causas.
Hábitos prejudiciais
Mesmo que não seja algo diretamente associado, os seus hábitos podem estar relacionados à Insônia de Manutenção. O consumo excessivo de cafeína é um dos principais fatores que causam esse problema. Além disso, o uso de aparelhos eletrônicos antes de se deitar também podem prejudicar a qualidade do sono. No geral, a exposição à luz, calor excessivo ou frio também são pontos a se atentar.
Causas psicológicas
Conforme uma pesquisa desenvolvida pelo portal Persono, 27% dos brasileiros afirmam que o estresse causa problemas ao sono. E isso é uma realidade, já que esse fator torna o sono mais leve/superficial e impede que cheguemos ao sono REM. Além disso, alguns outros distúrbios também podem ocasionar problemas, como a ansiedade, a depressão, a esquizofrenia e o transtorno bipolar.
Causas físicas
Além das possíveis causas psicológicas, os despertares noturnos também podem estar relacionados a condições físicas – entre problemas de saúde crônicos ou temporais. Dentre eles, alguns dos motivos são a dor, problemas no sistema digestório, alterações hormonais e problemas respiratórios (asma, bronquite e outras questões pulmonares).
Distúrbios do sono
Sem sombra de dúvidas, esse é um dos principais fatores associados aos despertares noturnos. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 40% dos brasileiros sofrem com algum distúrbio. Dentre os mais comuns, temos a Síndrome das Pernas Inquietas, Terror Noturno e a Apneia do sono – ambos exigindo cuidados especializados.
A apneia do sono se caracteriza por obstruções respiratórias ou respiração superficial durante a noite. Os episódios da doença ocorrem quando os tecidos da faringe e a língua relaxam mais do que o normal. Assim, há a limitação da passagem do ar, levando ao ronco. Além disso, após os episódios é comum que os apneicos possam:
- Acordar com o coração acelerado;
- Acordar com tontura;
- Acordar com a boca seca;
Isso acontece porque a apneia causa a queda da oxigenação do sangue. Consequentemente, o cérebro emite alertas capazes de despertar a pessoa por alguns segundos para que consiga voltar a respirar. Nestes casos, apesar de durarem pouco tempo, os despertares levam a um sono de baixa qualidade, o que impacta a vida do apneico.
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10 dicas para lidar com os despertares noturnos
Agora que entendeu melhor o que são os despertares noturnos, quais as suas consequências e suas principais causas, vamos falar um pouco sobre formas de prevenir e tratar com o problema. Abaixo, trouxemos uma lista com 10 dicas para te ajudar a lidar com os despertares noturnos da melhor forma possível e, assim, potencializar a qualidade do seu sono ainda este ano. Continue lendo e confira agora mesmo!
- Comece buscando um especialista do sono;
- Mantenha o clima do seu quarto sempre entre 18°C e 22°C;
- Evite alimentos pesados logo antes de dormir;
- Não consuma álcool em excesso e nunca antes de dormir;
- Evite o cigarro antes de se deitar;
- Não consuma cafeína em excesso durante o dia e evite após as 18h;
- Mantenha seu quarto o mais escuro possível;
- Mantenha distância dos aparelhos eletrônicos por pelo menos 1h antes de se deitar;
- Beba chás, leia livros e medite como forma de relaxamento;
- Mantenha o acompanhamento com um terapeuta para cuidar do emocional.
DICA EXTRA: caso tenha notado os sintomas da apneia do sono que citamos neste conteúdo, é indispensável a busca por um médico do sono, descubra qual profissional buscar clicando aqui. O especialista indicará a realização do exame de polissonografia basal, que analisará o seu sono e, assim, confirmará ou não o diagnóstico do distúrbio.
A partir daí se dá início ao tratamento, geralmente feito a partir da terapia respiratória com o aparelho CPAP. Este equipamento envia um fluxo de ar positivo para as vias aéreas superiores. Isso impede a obstrução da passagem do ar, permitindo uma respiração mais saudável e, consequentemente, diminuindo o ronco e melhorando a qualidade do sono.
+ CPAP automático: descubra os motivos para optar por ele
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