A paralisia do sono, segundo dados do Hospital Israelita Albert Einstein, atinge em média 2 milhões de pessoas no Brasil. Ela se caracteriza pela incapacidade temporária de se mover ou falar ao acordar ou adormecer, sendo um verdadeiro momento desesperador para quem lida com esse problema.
Ainda que não tenha cura, existem uma série de fatores que podem influenciar no desenvolvimento desse distúrbio. Alguns deles são os pacientes já diagnosticados com narcolepsia e apneia do sono, que estão mais propensos a terem episódios de paralisia do sono.
O que é a paralisia do sono?
Enquanto dormimos, passamos por todos os cinco estágios do sono. Os estágios 3, 4 e 5 são responsáveis pelo sono profundo, momento em que o corpo relaxa totalmente os músculos e as atividades cerebrais estão muito mais lentas do que o normal, conservando energia e evitando que realizemos movimentos bruscos para não nos acordar.
É natural que em determinado horário (seja estipulado por um despertador, ou o nosso próprio hábito de acordar naturalmente), isso se interrompa para que consigamos abrir os olhos e despertar.
Porém, pessoas que lidam com a paralisia do sono podem enfrentar problemas nesse momento. Diferente de um despertar natural, ela fica, como o próprio nome já sugere, paralisada como se ainda estivesse dormindo. Com isso, os movimentos dos membros e a fala são comprometidos, impedindo que ela consiga levantar-se e dar continuidade ao dia.
Principais sintomas
Alguns sintomas são fundamentais para identificar um episódio de paralisia do sono, como:
- Sensação de medo ao acordar, ao sentir impossibilidade de se mover;
- Falta de ar e sensação de afogamento;
- Alucinações, como ouvir vozes, sons e ver coisas que não acontecem no ambiente; e
- Sensação de estar caindo ou flutuando.
Ainda que seja perturbadora, os especialistas indicam que a paralisia do sono não é um perigo para a saúde, e nem coloca a vida da pessoa em risco. Entretanto, a paralisia do sono pode ser um alerta para a necessidade de cuidados psicológicos e neurológicos.
A paralisia do sono é um distúrbio crônico do sono, persistindo pelo resto da vida, havendo apenas alguns meios e mudanças de hábitos possíveis para que sejam reduzidas a quantidade de episódios.

Principais causas e como evitar
As principais causas para a paralisia do sono são, além de transtornos emocionais e psiquiátricos:
- Não ter um horário regular para dormir e acordar;
- Privar-se do sono totalmente; e
- Estresse excessivo.
Sendo assim, cuidar da higiene do sono (os hábitos antes e ao dormir) influenciam na frequência de episódios de paralisia do sono.
Ao dormir, recomenda-se que você opte por um ambiente bem escuro, com temperatura agradável. Além disso, não se alimente ou beba logo antes de deitar, e evite o uso de aparelhos eletrônicos (como TVs, computadores e celulares) antes de dormir. Exercícios físicos intensos são contraindicados, uma vez que também podem acabar deixando o corpo em atividade por mais tempo, interrompendo o relaxamento necessário para cair no sono.
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Relação entre paralisia e apneia do sono
Assim como a apneia obstrutiva, a paralisia do sono também é um distúrbio do sono. Elas estão entrelaçadas, principalmente, pelo fato de atrapalharem o descanso e dificultarem a obtenção de um sono reparador, que de fato reponha as energias e prepare o corpo para o dia seguinte.
Ambos os distúrbios também possuem tempo para a ocorrência dos episódios. Por exemplo, um episódio de apneia do sono pode ter entre 10 e 40 segundos de interrupção da respiração; enquanto isso, um único episódio de paralisia do sono pode durar de dois a cinco minutos.
Uma das principais relações entre elas está no fato de que, para uma pessoa que possui apneia do sono, a tendência de desenvolver um episódio de paralisia aumenta. Isso ocorre porque os hábitos do sono e funções fisiológicas são basicamente os mesmos, podendo ser desregulados e acabar prejudicando o momento de dormir.
Por isso, ao sentir que seu sono não está proporcionando o conforto, bem-estar e energia necessários para a vida, consulte um médico de referência para um checkup completo. Um dos exames mais indicados é a polissonografia, que analisará as atividades cerebrais, cardíacas e respiratórias do paciente ao dormir, oferecendo um diagnóstico preciso e tratamento eficaz para lidar com o problema.
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