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  • A apneia afeta a saúde mental e pode causar a depressão

    Você sabia que uma boa noite de sono vai além do descanso físico?  Quem sofre com a apneia do sono e não faz o tratamento corretamente compromete o seu desenvolvimento intelectual durante o dia, a capacidade de concentração e, principalmente, a sua saúde mental e emocional. Além disso, não dormir da forma correta à noite pode influenciar nos sintomas e até mesmo causar a depressão.

    Durante muitos anos, os especialistas acreditavam que os transtornos emocionais estavam relacionados apenas a problemas psiquiátricos, aparentemente sem nenhuma causa iminente. Contudo, um estudo realizado pelos Pesquisadores da Universidade Western Australia, que analisou 400 pacientes e constatou que 293 eram apneicos, afirmou que cerca de 73% dos pacientes acometidos com apneia também apresentavam sintomas de depressão.

    A sensação de persistente tristeza, perda de interesse e variação de humor diária se tornam quadros comuns no cotidiano de quem tem apneia do sono e não faz o tratamento com CPAP. Neste conteúdo, descrevemos melhor a relação entre o sono saudável e a saúde mental, assim como explicamos como o tratamento da apneia é indispensável para se manter emocionalmente saudável. Continue a leitura e confira agora mesmo!

    Depressão x sono saudável: entenda a relação

    Segundo uma pesquisa publicada no jornal científico Jama Psychiatry, o mecanismo neurológico é responsável pela relação entre um sono de baixa qualidade e o aumento no risco de desenvolvimento da depressão. Os pesquisadores realizaram a análise em 9.735 pessoas que convivem com a depressão.

    Portanto, conforme afirmado pelos especialistas, há um aumento na atividade cerebral em regiões específicas do órgão em pacientes que relataram padrões de sono interrompidos. Pelo analisado na pesquisa, há a hipótese de essa atividade cerebral está relacionada a emoções negativas – visto que os problemas para dormir e a depressão geralmente caminham juntos.

    Contudo, a relação entre sono e depressão não para por aí, já que a depressão também pode apresentar um sono de baixa qualidade como um dos sintomas. Conforme afirmado pelo Ministério da Saúde, o distúrbio depressivo pode ocasionar múltiplos despertares, sensação de sono superficial, despertar precoce e, em alguns casos, episódios de insônia.

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    Entenda como a apneia do sono provoca depressão

    Os episódios de apneia obstrutiva do sono, caracterizados por interrupções da respiração enquanto a pessoa dorme, fazem que o apneico não tenha um fluxo de ar satisfatório durante a noite e não dorme tão bem quanto deveria. Além disso, fazem com que a barreira hematoencefálica, uma estrutura que atua na proteção do cérebro, se torne frágil durante os eventos respiratórios da doença. 

    Essas lesões causadas pela apneia do sono afetam a oxigenação no cérebro, a memória, o raciocínio, os riscos cardiovasculares e inclusive o humor. As pessoas que sofrem do distúrbio não têm um sono reparador e com isso se sentem cansadas constantemente, não conseguem produzir o quanto gostariam nas atividades diárias, o que traz o sentimento de incapacidade.

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    A insônia e a apneia do sono podem ocasionar ou ampliar sintomas de depressão, ansiedade e estresse.

    Quem tem apneia do sono ainda tem uma baixa liberação de cortisol, o hormônio que controla o nível de açúcar no sangue e também reduz o estresse, além da serotonina, que assume o papel importantíssimo na recuperação da memória durante o sono, do apetite, do humor e inclusive do desempenho sexual.

    Além disso, na maioria dos casos de pessoas que sofrem com a apneia do sono, elas apresentam ronco alto e persistente, que incomoda e atrapalha quem dorme ao lado. Com isso, em um casamento, por exemplo, o parceiro pode acabar optando por dormir em quarto separado, o que traz o sentimento de culpa em quem sofre com o distúrbio.

    Em alguns casos, ainda, as noites de sono perdidas do companheiro(a) devido ao ronco podem levar a algumas discussões e desentendimentos entre o casal que se somam. Outro ponto a se observar é que, muitas vezes, a baixa produtividade no trabalho, o cansaço e inclusive a baixa autoestima colaboram para o início da depressão.

    Sintomas da depressão em apneicos

    Há uma variedade de sintomas emocionais físicos e comportamentais que se apresentam em pessoas acometidas por depressão, e são característicos de quem sofre com apneia do sono. As alterações de humor mais frequentes são:  

    • Ansiedade; 
    • Descontentamento;
    • Falta de prazer nas atividades;
    • E tristeza. 

    No entanto, em diferentes situações, apneicos acometidos pela depressão podem apresentar facilmente inquietação e irritabilidade. A depressão causada pela apneia do sono ainda pode afetar a cognição, causando falta de concentração e lentidão durante as atividades, devido ao cansaço e à fadiga.

    Tratar os dois distúrbios é indispensável

    A melhor solução para quem sofre com a apneia do sono ou depressão é procurar um médico especialista e fazer todos os exames necessários para buscar, o quanto antes, o tratamento mais indicado. A seguir, contamos para você quais os tratamentos para a apneia e depressão. Continue a leitura e confira agora mesmo!

    Tratamento para a depressão

    No caso da depressão, o primeiro passo é diagnosticar o problema. Para isso, você precisa se consultar com seu médico de confiança, que te encaminhará para um psicólogo e um psiquiatra. A partir da confirmação do distúrbio, o tratamento se dá por meio da terapia e, de acordo com o caso e necessidade, utilização de medicamentos antidepressivos.

    Tratamento para a apneia do sono

    A terapia respiratória é a mais indicada para o tratamento da apneia do sono. O tratamento do distúrbio se dá por meio da utilização do aparelho CPAP, que ajuda a eliminar o ronco e a apneia, melhorando a qualidade do sono e consequentemente o humor, a produtividade e o vigor durante o dia.

    A CPAPS é a maior loja especialista em produtos para a apneia do sono e terapia respiratória, disponibiliza de uma central de atendimento com especialistas capacitados para ajudar no tratamento da apneia do sono e todo o suporte necessário para adesão à terapia. Conte conosco e encontre os produtos para o seu tratamento em nosso site clicando aqui!

  • Ansiedade e depressão: como afetam o sono dos adolescentes?

    A qualidade do sono pode ser afetada por uma série de fatores. Entre eles, a ansiedade e a depressão. Isso é o que demonstra um novo estudo publicado pelo Journal of Child Psychology and Psychiatry. Segundo a pesquisa, jovens que sofrem das doenças têm dificuldade para dormir bem.

    Outro dado importante revelado é o de que dormir bem afeta diretamente a saúde mental durante a adolescência. Com isso, dos adolescentes ouvidos, os que tinham depressão e/ou ansiedade afirmaram ter dificuldades para dormir de forma satisfatória durante a noite.

    Para chegar aos resultados apontados, a pesquisa buscou utilizar dados de um estudo feito com jovens que nasceram entre 1991 e 1992. Eles foram acompanhados pelos pesquisadores por boa parte da vida, permitindo uma longa pesquisa sobre a qualidade do sono delas.

    Alguns dados levantados pelo estudo

    Com a pesquisa, foi possível coletar dados importantes sobre a qualidade do sono dos adolescentes nessa fase da vida. Confira alguns deles:

    • Ao todo, foram entrevistados 4.790 pessoas;
    • Os padrões de sono analisados ocorreram aos 17, 21 e 24 anos;
    • Os dados apontaram que os adolescentes de 15 anos, e que são depressivos, relataram dificuldades nos padrões e na qualidade de sono;
    • Os ansiosos, por outro lado, sofriam apenas com dificuldades na qualidade do sono.

    Por que a qualidade do sono é tão importante?

    Além da ansiedade e da depressão, uma série de outros fatores podem ser responsáveis pela má qualidade do sono. Estresse, má alimentação, entre outros, também são exemplos disso. Quando dormimos mal, todo o restante é afetado, tal como o corpo, a disposição e a produtividade ao longo do dia. Por isso, torna-se comum a busca por como dormir bem.

    A influência do sono no corpo vai muito além do dia a dia. Segundo o Ministério da Saúde, dormir permite que o corpo descanse e se prepare para o que virá adiante. Além disso, revigora, repõe energias e fortalece o sistema imunológico.

    Por isso, manter uma qualidade do sono faz com que todo o corpo funcione da melhor forma, sem afetar a rotina.

    + 5 motivos para você se preocupar com a qualidade do seu sono

    Como dormir melhor?

    Uma das principais dúvidas de quem está passando por problemas na qualidade do sono é justamente como dormir melhor. Não há exatamente um caminho concreto, principalmente por esse ser um processo muito pessoal. 

    Entretanto, existem algumas dicas que podem ajudar e muito na hora de dormir.

    Veja algumas delas:

    • Não vá para a cama sem sono;
    • Crie um ambiente propício para dormir;
    • Busque comer comidas leves;
    • Evite bebidas estimulantes, como cafés e energéticos, próximo da hora de dormir;
    • Evite as luzes de telas como celulares e TVs antes de dormir;
    • Busque criar uma rotina de sono, indo dormir sempre no mesmo horário;
    • Só deite na cama quando realmente for se deitar. Portanto, nada de usar o celular ou ficar no computador antes de dormir. 

    Outros fatores que atrapalham o plano de como dormir bem são os distúrbios do sono. Alguns dos mais comuns, no entanto, são a insônia e a apneia do sono, como mostra o Ministério da Saúde. Conheça:

    Ansiedade e depressão: como afetam o sono dos adolescentes? | CPAPS

    Insônia

    Um dos transtornos mais comuns, é conhecido por gerar uma dificuldade inicial em dormir ou de manter o sono durante toda a noite. Quem desenvolve a insônia pode, ainda, acordar antes do horário desejado. Apesar de geralmente não ocorrer de forma frequente, quem sofre com o transtorno deve analisar se os episódios de insônia estão se tornando recorrentes. Isso porque a longo prazo o transtorno pode causar problemas na qualidade do sono e ao portador.

    As causas para a insônia podem ser bastante distintas. Geralmente, o episódio costuma ocorrer por fatores como ansiedade, estresse, problemas emocionais ou até expectativas. Ainda assim, elas são particulares e devem ser examinadas para se chegar a um diagnóstico.

    Apneia obstrutiva do sono

    O transtorno se caracteriza por um fechamento das vias aéreas, músculos da língua e da garganta, durante o sono. O ato leva a uma leve interrupção da respiração, por volta de 20 segundos. Com isso, quando a pessoa acorda, é gerado o famoso ronco.

    A apneia pode ocorrer diversas vezes durante a noite e gerar um sono ruim. A longo prazo, no entanto, ela pode vir a causar doenças cardíacas, geradas pelo acúmulo de colesterol nas vias. 

    Síndrome das pernas inquietas

    A síndrome se caracteriza pela agitação de membros inferiores do portador, principalmente à noite, durante a hora de dormir. Em casos mais graves, pode ainda atingir os braços. 

    Os episódios de agitação fazem com que o portador tenha um sono ruim ou quase não durma. Isso afeta a qualidade do sono e a disposição no dia seguinte.

    Ainda assim, o diagnóstico correto só poderá ser dado por um médico. Com isso, em caso de sintomas recorrentes ou de uma má qualidade do sono, ele deve ser procurado.

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  • Apneia do sono: quais são os riscos que ela oferece?

    A apneia do sono é uma síndrome potencialmente fatal e que traz prejuízos para a saúde e qualidade de vida a curto e longo prazo. Se não tratada, pode levar a diversos problemas físicos, mentais e emocionais. Neste post, descubra os riscos da apneia do sono e como tratar este problema.

    Veja também: Por que é importante tratar a apneia e dormir bem?

    Quais são os riscos da apneia do sono?

    A apneia do sono não tratada pode causar diversos riscos à saúde, em curto e longo prazo. Entre eles, problemas de saúde como perda de memória e depressão, além de aumentar o risco de diabetes, já que o nível de cortisol, que é hormônio responsável por controlar o nível de açúcar no sangue, aumenta após uma noite mal dormida.

    “A apneia do sono ainda provoca o aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, aumentando o risco de doenças cardíacas, como arritmias cardíacas, hipertensão arterial, a insuficiência cardíaca e infarto”, completa o fisioterapeuta e especialista da CPAPS, Eduardo Partata.

    Como saber se tenho apneia do sono?

    Atente-se aos sintomas da apneia do sono, como ronco, cansaço excessivo, sonolência diurna, estresse e dores de cabeça matinais. Geralmente, quem sofre c apneia do sono tem uma combinação destes sintomas, portanto, caso você sinta um ou mais destes sinais, é importante buscar um médico do sono para a realização de uma polissonografia. Conhecida como o “exame do sono”, ela  analisa os estágios do sono do paciente, a atividade cerebral, desempenho cardíaco, relaxamento muscular e oxigenação do sangue.

    Com o resultado em mãos, o médico apontará qual tratamento é mais indicado para você. Geralmente, o tratamento para apneia do sono mais comum e eficaz é com o uso do aparelho CPAP. Clique aqui e saiba mais sobre este dispositivo!

    Conheça a CPAPS!

    Aqui no blog da CPAPS, você encontra as melhores dicas para dormir bem. Separamos outros conteúdos que podem te interessar. Confira abaixo:

    Qual médico trata apneia do sono?

    Quais são os tipos de apneia do sono?

    Como saber se tenho apneia do sono?

    Fonte: Eduardo Partata – fisioterapeuta – CREFITO – 3/121685-F