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  • O que é um distúrbio do sono?

    Um distúrbio do sono se classifica como uma alteração provocada durante as suas horas de sono, que traz impactos negativos sobre a saúde humana. Diversas síndromes podem ser consideradas um distúrbio do sono, que acomete, aproximadamente, 72% da população brasileira, conforme indica a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

    Se você sente seu corpo cansado, mudanças constantes de humor, irritabilidade, entre outros sintomas, pode ser que sofra com um distúrbio do sono. Como é possível diagnosticar uma síndrome desta? Existe tratamento? Qual é o especialista a ser consultado? Tire suas dúvidas no conteúdo de hoje com a CPAPS. Boa leitura!

    Leia também – O que é polissonografia?

    O que é um distúrbio do sono?

    Quem sofre com esse distúrbio sabe: a apneia do sono consiste em pausas de 10 segundos ou mais em que a pessoa para de respirar. Este período é provocado a partir de falhas na respiração devido à passagem bloqueada das vias respiratórias. Logo, não há possibilidade do ar ir para os pulmões e, assim, manter a respiração ativa.

    Quais são os distúrbios mais comuns?

    Você já deve ter ouvido falar na insônia, não é mesmo? Ela é uma das mais comuns, atingindo mais de 70 milhões de brasileiros, como indicam dados da Associação Brasileira do Sono (ABS).

    Contudo, além dela, existem outros tipos de distúrbios do sono que são muito comuns:

    • Apneia do sono;
    • Narcolepsia;
    • Paralisia do sono;
    • Síndrome das pernas inquietas;
    • Sonambulismo.

    + Leia mais: O horário de dormir pode influenciar o sono?

    Quais são os impactos sobre a qualidade do sono?

    Cada distúrbio provoca um impacto negativo sobre a qualidade do sono e nem sempre ele será o mesmo entre as síndromes. Porém, existem alguns sinais que são comuns entre os distúrbios, como o cansaço constante no dia seguinte, a irritabilidade, a sonolência diurna e a mudança constante de humor.

    + Leia mais: Higiene do sono: o que é e por que é importante

    Como cuidar dos distúrbios do sono?

    O primeiro passo para analisar e diagnosticar um distúrbio do sono é observar os sinais iniciais: se você demora a conseguir dormir, se acorda constantemente à noite, se ronca muito e incomoda quem dorme com você, se enfrenta dificuldades para voltar a dormir. Isso pode indicar a presença de um distúrbio – e existem maneiras de amenizar estes sintomas.

    Para isso, consulte-se com um clínico geral para dar início ao seu tratamento. A partir da análise deste profissional, você receberá um encaminhamento para um especialista do sono – e pode até fazer uma polissonografia, exame que detecta alterações na sua noite de sono.

    + Leia mais: O que é polissonografia?

    Conte com o atendimento personalizado da CPAPS!

    Agora que você já conhece mais sobre os distúrbios do sono e como cuidar deles, o que acha de descobrir novas maneiras de cuidar da sua saúde todos os dias com a CPAPS?

    Em nosso blog, você tem acesso a conteúdos exclusivos, que trazem novidades e tendências relevantes para melhorar sua saúde por completo. Conheça as principais notícias do nosso blog para se atualizar!

    Aproveite alguns conteúdos que podem ser do seu interesse!

    Como uma alimentação adequada contribui para a sua noite de sono

    Remédios: aliados ou inimigos?

    Fontes: Associação Brasileira do Sono (ABS).

    Fundação Oswaldo Cruz.

  • O que causa a insônia?

    Insônia é um distúrbio do sono considerado um dos males do século que impacta a rotina de mais pessoas a cada dia que passa. Atualmente, a Associação Brasileira do Sono (ABS) aponta que mais de 70 milhões de brasileiros são insones.

    Mas o que é a insônia? Quais são as causas que originam este distúrbio e o que pode provocar mais crises insones? Neste conteúdo, nós, da CPAPS, trazemos todas as respostas que você precisa para evitar episódios de insônia em sua rotina. Boa leitura!

    Leia também – Insônia: quais os sinais de alerta e como tratar o problema

    O que é a insônia?

    A insônia é comumente caracterizada pela dificuldade que as pessoas sentem em pegar no sono ou pelo despertar sem sono algum no meio da noite. Ela pode ser dividida em duas modalidades: a aguda e a crônica.

    A insônia aguda pode estar relacionada a situações que tenham acontecido, como um ente querido ter falecido ou surja uma doença, e provocado impactos no sono. Ela é de curto prazo, ou seja, os episódios insones não acontecem por mais de três meses, durando, assim, por alguns dias ou semanas.

    Já a insônia crônica é quando as crises duram mais de três meses e a rotina diária é impactada algumas vezes por semana, já que o corpo sente os prejuízos de uma noite mal dormida.

    Quais são as causas para a insônia?

    Em média, um a cada três brasileiros reconhecem sintomas de insônia, conforme um levantamento realizado pela SleepUp. Mas o que causa este distúrbio?

    Seja aguda ou crônica, as origens de um episódio insone podem ser variadas: desde situações cotidianas a fatores psicológicos. Conheça algumas causas:

    • Hábitos inadequados, como usar eletrônicos e consumir alimentos pesados antes de dormir, horários inadequados para se deitar e acordar, entre outros;
    • Síndromes como ansiedade e depressão;
    • Estresse e alterações hormonais;
    • Distúrbios do sono, como a apneia.

    Para identificar as causas da insônia, o melhor método é realizar a polissonografia o quanto antes. Quanto mais cedo receber o diagnóstico, mais cedo você conseguirá cuidar dos sintomas e evitar seus impactos.

    Quais as consequências da insônia?

    A insônia pode provocar dores de cabeça, irritabilidade e aumentar as chances de desenvolver doenças cardíacas, diabetes, infertilidade e obesidade, entre outras síndromes. Além disso, quando o paciente não consegue dormir corretamente, há o desequilíbrio na regulação de hormônios do apetite e da saciedade. Por isso, é comum que quem sofre com insônia se sinta mais faminto e tenda a consumir alimentos mais gordurosos.

    Outra consequência é o prejuízo provocado em funções cerebrais, como as funções que regem o pensamento, o aprendizado e a memória. Sem o sono adequado, essas atividades costumam sofrer variações e lapsos (como os famosos lapsos de memória). E a insônia ainda aumenta o risco do desenvolvimento de síndromes neurológicas como o Alzheimer e Parkinson, devido ao acúmulo de substâncias tóxicas armazenadas no cérebro que não são eliminadas corretamente.

    Imagem representa uma mulher sofrendo com insônia no meio da madrugada.

    Como evitar a insônia

    Confira abaixo algumas dicas essenciais para evitar e afastar a insônia de sua rotina diária:

    • Estabeleça horários regulares para acordar e dormir, inclusive aos finais de semana. Assim, você acostuma o seu corpo a ter um período certo e adequado de sono.
    • Evite o consumo de bebidas estimulantes antes de se deitar. A ingestão de cafés, refrigerantes e chás estimulantes, além da realização de atividades físicas até uma hora antes de dormir libera a adrenalina em seu organismo, que atrapalha sua noite de sono.
    • Crie um ambiente aconchegante e confortável para a sua noite de sono. Tome um banho morno, feche as cortinas, desligue a televisão e evite o uso de aparelhos eletrônicos antes de dormir.

    + Leia mais: 10 mitos e verdades sobre insônia que você precisa saber

    A importância do sono para a qualidade de vida

    A qualidade do sono desempenha um papel fundamental em nossa saúde física e mental. Dormir o suficiente é essencial para nos mantermos alertas, focados e energizados durante o dia. No entanto, muitas pessoas enfrentam dificuldades para dormir adequadamente, o que pode levar a uma série de problemas de saúde e bem-estar.

    Média diária de sono necessária

    A quantidade ideal de sono varia de pessoa para pessoa, mas em geral, adultos devem mirar de 7 a 9 horas de sono por noite para se sentirem descansados e revitalizados. Uma boa maneira de determinar suas necessidades individuais de sono é prestar atenção em como você se sente durante o dia. Se você está constantemente cansado, sonolento ou irritável, pode ser um sinal de que você não está dormindo o suficiente.

    Impacto da falta de sono nas atividades diárias

    A falta de sono adequado pode afetar negativamente diversas áreas de nossa vida. Além de nos deixar cansados e sonolentos, pode prejudicar nossa capacidade de concentração, tomada de decisões e desempenho cognitivo. Isso pode aumentar o risco de acidentes no trabalho, na estrada e em outras situações do dia a dia.

    Alerta sobre a importância do sono

    É importante reconhecer os sinais de falta de sono e tomar medidas para melhorar a qualidade do seu sono. Isso pode incluir a criação de uma rotina de sono consistente, a criação de um ambiente de sono confortável e a busca de tratamento para distúrbios do sono, se necessário. A CPAPS pode ajudá-lo a encontrar soluções eficazes para melhorar a qualidade do seu sono e melhorar sua saúde geral.

    Conheça a CPAPS!

    Pronto para melhorar sua qualidade de sono e saúde respiratória? Conte com a CPAPS para te ajudar na sua jornada rumo a noites mais tranquilas e revigorantes. Entre em contato agora mesmo e descubra como podemos auxiliá-lo na  sua higiene do sono. Estamos aqui para cuidar de você e garantir que você tenha o melhor tratamento possível para seus distúrbios respiratórios do sono. Visitar o site CPAPS agora!

    Veja alguns conteúdos que podem ser do seu interesse!

    Dicas para acabar com a insônia

    O que é um distúrbio do sono?

    Fontes: Associação Brasileira do Sono (ABS).

    SleepUp.

  • Qual a relação entre a saúde do coração e o sono?

    A saúde do coração merece todos os cuidados possíveis. Atualmente, doenças que afetam o coração – conhecidas como doenças cardiovasculares – são a principal causa de falecimento por ano em todo o mundo, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde.

    E você sabia que o sono tem relação direta com a saúde do coração? Por isso, no conteúdo de hoje, você vai compreender melhor os detalhes desta conexão para cuidar, com mais atenção e conhecimento, do órgão mais importante do corpo humano. Boa leitura!

    Como a insônia afeta o seu coração

    Ter poucas horas de sono pode prejudicar o equilíbrio da pressão arterial. Consequentemente, doenças – como a hipertensão, AVC e síndromes cardíacas – podem surgir. Em contrapartida, uma boa noite de sono é uma maneira de evitar o desenvolvimento desses distúrbios.

    Afinal, o sono é um momento para o seu corpo processar os acontecimentos do dia, descansar e, também, produzir anticorpos, por exemplo. Em relação à saúde do coração, o órgão entra em repouso e a pressão arterial fica reduzida enquanto a pessoa dorme.

    Quando se atinge o sono profundo, o corpo humano começa a produzir hormônios, que atuam na circulação do sangue. Logo, quando se dorme mal, não há o restabelecimento correto e adequado do fluxo sanguíneo, o que impacta diretamente o funcionamento do coração.

    Tempo recomendado de sono

    No dia a dia, existem diversos contratempos que interferem na noite de sono – mesmo quando achamos que não interferem. Além disso, é importante ressaltar que dormir muito não significa, necessariamente, que você está dormindo bem!

    A Associação Brasileira do Sono recomenda que o tempo de sono ideal entre as faixas etárias seja, em média, de:

    • Recém-nascidos (de 0 a 3 meses): 14 a 18 horas por dia;
    • Bebês (4 a 11 meses): 12 a 15 horas por dia;
    • 1 a 2 anos: 11 a 14 horas por dia;
    • 3 a 5 anos: 10 a 13 horas por dia;
    • 6 a 13 anos: 9 a 11 horas;
    • 14 a 17 anos: 8 a 10 horas;
    • 18 a 25 anos: 7 a 9 horas;
    • 26 a 64 anos: 7 a 9 horas;
    • 65 anos ou mais: 7 a 8 horas.

    Para recuperar o sono perdido, a recomendação é aumentar o tempo de sono de maneira gradual de 15 a 30 minutos por noite em cada semana. Assim, você consegue equilibrar as noites mal dormidas em vez de dormir longas noites de sono.

    Cuidados além do sono

    Apenas ter uma noite de sono de qualidade não será o suficiente para favorecer a saúde do coração. Um fator essencial que merece cuidados e atenção é a alimentação, já que os alimentos também interferem diretamente na sua noite de sono.

    Assim, evite ingerir comidas pesadas logo antes da hora de dormir e prefira realizar refeições leves até duas horas antes de ir para a cama.

    Os benefícios do sono

    O sono entrega ao corpo uma série de benefícios:

    • Auxilia no fortalecimento do sistema imunológico;
    • Colabora para o bom funcionamento do cérebro;
    • Melhora o humor, a disposição e o aprendizado;
    • Reduz os riscos de problemas de saúde, como as doenças do coração.

    Acompanhe a CPAPS

    Agora que você conhece a relação direta entre a saúde do coração e a qualidade do seu sono, você sabe que todo cuidado é pouco para prolongar a vida deste órgão. Por isso, que tal continuar de olho em dicas para manter seu corpo saudável e, assim, evitar o desenvolvimento de doenças – especialmente as do coração?

    Então, conheça o blog da CPAPS! Aqui, você tem acesso a conteúdos exclusivos, que trazem dicas, novidades e tendências relevantes para melhorar a sua qualidade de vida e de sono. Clique aqui e acesse a página principal do nosso blog para se atualizar!

    Referências: Associação Brasileira de Sono.

    Organização Pan-Americana da Saúde.

    Persono.

  • Descubra como a asma pode prejudicar o seu sono

    A asma pode se agravar em razão de maus hábitos e outras doenças associadas, apesar de ser uma doença crônica. Entre as síndromes que podem influenciar o seu agravamento estão a obesidade, o sedentarismo, o refluxo gástrico e a ansiedade.

    Contudo, você sabia que problemas no sono também podem piorar e até mesmo desenvolver a asma? No conteúdo de hoje, você vai compreender melhor essa relação, além de entender que maneiras a asma interfere no sono e pode contribuir para o surgimento de distúrbios do sono. Boa leitura!

    O que é a asma?

    Em 2021, dados do Ministério da Saúde apontaram que a estimativa era que mais de 23% da população brasileira sofria com a asma. Além disso, ao longo do ano, mais de 1 milhão de atendimentos relacionados à doença foram registrados no país na Atenção Primária à Saúde.

    Mas o que é a asma? Essa síndrome respiratória é caracterizada como uma doença inflamatória crônica das vias aéreas e pode acometer as pessoas a qualquer hora do dia ou noite. Além disso, a asma também pode originar episódios recorrentes de sibilos, dispneia, opressão torácica e tosse.

    E como ela influencia o sono?

    Como as manifestações clínicas da asma costumam ocorrer quando a queda do fluxo expiratório é maior, os asmáticos tendem a sentir uma piora dos sintomas enquanto dormem. A crise de asma faz com que a pessoa desperte durante a noite, o que interfere diretamente na qualidade do sono. Essa fragmentação do sono contribui para a sonolência diurna excessiva – que prejudica a realização de atividades diárias, como estudar ou trabalhar.

    Insônia pode ser fator de risco para asma

    Um artigo publicado no European Respiratory Journal aponta que adultos com insônia crônica apresentam um risco até três vezes maior de desenvolver asma. Prova disso é um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia com cerca de 18 mil pessoas, entre 20 e 65 anos de idade, na Noruega.

    Segundo a pesquisa, os indivíduos que relataram ter insônia pelo menos uma vez por semana tinham 94% de chances de desenvolver asma. Um dos autores do estudo, Bem Brumpton, ressalta que as alterações no organismo podem prejudicar, mais gravemente, as vias aéreas, isso porque os efeitos nocivos da insônia vão se acumulando com o passar do tempo.

    Na CPAPS, nosso fisioterapeuta e especialista, Eduardo Partata, comenta que o acompanhamento médico correto e constante é fundamental para os asmáticos. “Apesar da asma não ter cura, com o tratamento adequado é possível sentir melhora da doença, como a drástica redução das crises de asma e da dificuldade para dormir, garantindo maior bem-estar”, completa.

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    Agora que você já conhece mais sobre a relação entre a asma e o seu sono, que tal descobrir algumas maneiras de melhorar a qualidade do seu sono à noite?

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    Referências: European Respiratory Journal.

    Ministério da Saúde.

  • ALERTA: libido e desempenho sexual são prejudicados pela falta de sono

    Dormir pouco traz prejuízos para o organismo – e isso você já sabe. Cansaço, irritabilidade, baixa libido e a falta de empatia são algumas das desvantagens de reservar poucas horas para um sono tranquilo e adequado.

    A falta de sono é uma situação vivida por muitas pessoas ao redor do mundo. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), um terço dos estadunidenses costuma dormir menos do que o tempo recomendado – oito horas de sono por dia.

    Mas você sabia que a privação de sono também pode afetar negativamente a sua libido e o seu desempenho sexual? Para que isso não aconteça, o conteúdo de hoje vai explicar mais sobre essa relação e indicar maneiras de evitar que isso aconteça com você.

    Sono: quanto tempo é saudável?

    O tempo dedicado ao sono varia entre as fases da vida humana. Bebês recém-nascidos costumam dormir entre 17 e 20 horas por dia. Esse período começa a diminuir a partir dos 4 meses de idade e, quando chega a adolescência, o tempo recomendado pode variar entre 8 e 10 horas.

    Segundo a National Sleep Foundation, adultos entre 18 e 64 anos necessitam de sete a nove horas de sono diariamente para se sentirem dispostos a começar o dia bem, sem sentir que a noite de sono não foi suficiente para descansar.

    O que é, de fato, a falta de sono?

    A falta de sono, também conhecida como insônia, é o nome dado aos momentos em que há dificuldade para adormecer ou para manter o sono, ou quando há o despertar do sono antes do horário esperado ou necessário. Acordar no meio da noite, por exemplo, é uma situação que também configura como um episódio de insônia.

    Entre as pessoas que são acometidas pela privação de sono, o Ministério da Saúde indica que idade, sexo e condição socioeconômica são alguns dos fatores comuns entre os pacientes, sendo que as mulheres e os idosos sejam o público mais afetado pela falta de sono.

    O que pode provocar a privação de sono?

    Segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mais de 70% dos brasileiros afirmam ser acometidos por síndromes relacionadas ao sono, como a insônia. Mas como ela é provocada?

    Entre os fatores mais comuns estão:

    • Estresse provocado pelo trabalho, por situações familiares, questões financeiras ou por situações pontuais;
    • Condições médicas, que podem ser sintomas de outras síndromes (como da depressão e da apneia do sono);
    • Medicamentos, que podem ser compostos por cafeína e outros componentes estimulantes que afetam diretamente a noite de sono;
    • Maus hábitos, especialmente os relacionados ao sono, como não ter um horário regular para dormir e utilizar eletrônicos momentos antes de dormir.

    Imagem representa uma mulher com falta de sono, que pode afetar a libido dela.

    E qual é a relação entre a libido e a falta de sono?

    A privação de sono impacta diversos setores do nosso organismo. Desde a capacidade cognitiva e motora até a produtividade, tudo pode ser afetado pela privação de sono, e a libido não fica de fora.

    Isso acontece porque, quando o corpo não descansa da maneira correta e no tempo adequado, a reserva de energia que nós possuímos acaba, já que é a responsável por priorizar funções vitais para o corpo continuar em movimento. Desta maneira, a sexualidade é deixada de lado devido à prioridade e até a produção dos hormônios que geram o desejo sexual é afetada.

    E, da mesma maneira que a falta de sono afeta a libido, o sexo influencia a qualidade do seu sono. Afinal, após a relação sexual são liberadas substâncias que relaxam e causam a sensação de prazer no corpo.

    O estudo “The impact of sleep on female sexual response and behavior: a pilot study” reforça essa relação. A pesquisa acompanhou um grupo de mulheres e, entre as análises, foi percebido que as mulheres que dormiram uma hora a mais que o que costumavam apresentaram maior desejo sexual no dia seguinte.

    Então como posso dormir melhor e evitar a falta de sono?

    A principal dica para evitar a insônia é adotar hábitos mais saudáveis, especialmente antes de dormir. Além disso, conheça outras indicações que você pode começar a realizar, aos poucos, e observe como a qualidade do seu sono vai melhorar:

    1. Evite usar sua cama para planejar o dia seguinte;
    2. Defina um horário regular para se deitar e se levantar todos os dias;
    3. Evite o consumo de alimentos e de bebidas que tenham cafeína e outros estimulantes para permanecer acordado, especialmente próximo ao horário de dormir;
    4. Evite utilizar aparelhos eletrônicos uma hora antes de ir se deitar;
    5. Mantenha a rotina de sono aos finais de semana também.

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    Agora ficou mais fácil compreender a importância de uma boa e saudável noite de sono, não é mesmo? Aproveite para conferir o nosso blog e ter acesso a conteúdos exclusivos, com dicas e novidades relevantes para melhorar a sua qualidade – de vida e de sono. Clique aqui e acesse a página principal do nosso blog para se atualizar!

    Referências: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde

    Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC)

    CNN Brasil

    Ministério da Saúde

    National Sleep Foundation

    The impact of sleep on female sexual response and behavior: a pilot study

  • Trabalho durante a noite e dormir durante o dia prejudica a saúde

    O sono é essencial para nossas vidas, no entanto, muitas vezes ele é deixado de lado por questões de trabalho. De acordo com dados mais recentes do Ministério do Trabalho, mais de 13 milhões de brasileiros trocam o dia pela noite na hora de trabalhar. Fazendo alusão ao Dia do Trabalhador (01), entenda neste post um pouco sobre os prejuízos à saúde e confira dicas que ajudam a minimizar os efeitos dessa rotina de sono. Veja!

    Por que o trabalho na madrugada pode ser prejudicial?

    Trabalhar à noite e dormir de dia é uma rotina que vai contra uma característica biológica. Nosso corpo é predisposto a dormir quando está escuro, já que a diminuição da luminosidade induz a produção da melatonina, hormônio regulador do início do sono.

    Além disso, a qualidade do sono durante a noite é superior ao diurno. É nele que o corpo produz substâncias como a leptina, que regula a saciedade da pessoa, e a insulina, responsável por metabolizar os carboidratos no corpo.

    Tenha uma rotina de trabalho saudável

    A melhor forma de garantir um sono de qualidade a longo prazo é estabelecer uma rotina e horários regulares para dormir. Se você é daqueles que trabalham à noite, essa regra também se aplica a você!

    Da mesma forma, para se ter uma rotina de trabalho de qualidade é importante estar descansado e com a saúde em dia. Então, tenha cuidado com seu relógio biológico, priorizando dormir todos os dias no mesmo horário. Isso ajudará seu corpo a sentir menos impacto com a rotina invertida de sono e consequentemente afeta sua produtividade.

    Entenda como as telas interferem na hora de dormir

    Outro fator essencial para preservar o sono de quem só pode dormir durante o dia é manter o quarto silencioso e escuro. Para isso, ficar longe da TV e celulares é muito importante, visto que esses aparelhos emitem a luz azul que pode interferir no sono.

    Outra dica é usar cortinas com blackout para manter o ambiente o mais escuro possível. Também é importante deixar o ambiente arejado, já que nosso organismo diminui a temperatura corporal para dormirmos, então, se estamos em espaços mais quentes, a qualidade do sono pode ser prejudicada. Dessa forma, embora não seja o ideal, você proporcionará circunstâncias favoráveis a um sono de qualidade.

    Veja também:

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    A cafeína é ajuda no trabalho, mas é inimiga do sono

    Se tem uma substância que deve ser evitada em horários próximos ao sono é a cafeína! Presente no café, chá preto e chá verde, a substância conta com propriedades que aumentam o estado de alerta e atenção, atrapalhando a pessoa a adormecer. Coloque em prática as dicas do blog CPAPS e melhore a qualidade do seu sono!

  • Café tira o sono? Entenda a influência da cafeína na insônia

    Com toda a certeza, você já deve ter ouvido alguém falar por aí que o café tira o sono. Contudo, poucas pessoas sabem realmente qual é a influência da cafeína na qualidade de vida e sono de uma pessoa. Por isso, trouxemos este post como forma de esclarecer o assunto e acabar de uma vez por todas com esta dúvida tão comum. Continue lendo e saiba mais sobre o assunto!

    Leia mais: O que causa a insônia?

    Descubra se o café tira o sono ou não

    Embora seja muito comum no cotidiano dos brasileiros, as dúvidas em torno dos efeitos do café na saúde do corpo e do sono ainda são muito presentes – uma das principais é se a cafeína faz mal ou não. Abaixo, contamos melhor para você quais são os efeitos da cafeína no corpo e se ela pode causar a insônia mesmo. Confira a resposta agora mesmo!

    Cafeína: o que é?

    A cafeína é uma substância natural, presente especialmente no café – sendo o princípio ativo do grão. No entanto, várias outras plantas também apresentam uma forte presença de cafeína, mesmo o café sendo a principal fonte. Dentre as outras fontes de cafeína, temos o cacau, a cola, o guaraná, a erva-mate e o chá.

    Quando consumida, a cafeína é rapidamente absorvida na corrente sanguínea, atingindo o seu pico entre 30 e 90 minutos. Ela permanece em nível alto por um período de 3 a 4 horas. Dentre os principais efeitos do consumo da substância, temos o aumento da performance mental e física – em pequenas quantidades promove mais energia, queima de gordura, foco e atenção.

    Leia também: É adepto aos chás e cafés? Descubra se a cafeína tira o sono!

    Cafeína: para que serve?

    De forma geral, a cafeína é um potente estimulante que, como dissemos acima, potencializa sua energia, promove mais ânimo e ajuda na disposição. Exatamente por isso a maior parte das pessoas começa o dia com uma xícara de café, de forma a “ligar” o corpo e a mente para o novo dia.

    cafeína
    A cafeína é um potente estimulante físico e mental.

    Por outro lado, é importante lembrar que o efeito da cafeína costuma ser curto e há muitas pessoas que não apresentam os benefícios provindos do composto. Além disso, precisamos ressaltar que o consumo excessivo da substância está ligado ao aumento da pressão arterial, crises de ansiedade, úlceras gástricas, azia e diversos outros problemas de saúde.

    A cafeína do café tira o sono?

    Sim! Por ter um efeito médio de até 6h, com o pico entre 3h e 4h, até o final da tarde, o café que você consumiu de manhã vai continuar fazendo efeito no seu corpo. Em casos onde você consome mais café ou outras fontes de cafeína durante o dia, o seu sono pode ser afetado negativamente – principalmente quando consumido algumas horas antes de ir se deitar.

    Devido ao consumo de cafeína pouco antes de dormir, os receptores de adenosina, responsáveis por dar a sensação de sonolência, não são capazes de fazer seu trabalho direito – por serem bloqueados pela substância oriunda do café. Isso te mantém em estado de alerta, mesmo que se sinta cansado – algo muito parecido com o que ocorre com pessoas que sofrem com a insônia.

    No caso das pessoas que já sofrem com insônia, esse problema pode ser ainda maior. Por já causar problemas para dormir em pessoas que têm um “sono saudável”, no caso de pessoas que são predispostas a não dormir bem à noite, o problema pode ser agravado. E, inclusive, pode tornar a insônia, antes pontual, um problema crônico cotidiano.

    Os perigos de tomar café próximo ao horário de dormir

    O consumo de café próximo ao horário de dormir pode ter impactos significativos na qualidade do sono. Isso se deve principalmente à presença de cafeína, um estimulante que pode interferir nos padrões naturais de sono. Mesmo uma pequena quantidade de cafeína consumida no final da tarde ou à noite pode resultar em dificuldade para adormecer, sono fragmentado e redução da qualidade do sono durante a noite.

    Os melhores horários para tomar café

    Para evitar interferências no sono, é recomendável limitar o consumo de cafeína após o meio-dia. Isso permite que o corpo tenha tempo suficiente para metabolizar a cafeína antes do horário de dormir, minimizando os efeitos adversos no sono. É importante estar ciente dos próprios limites de tolerância à cafeína e ajustar o consumo de acordo com as necessidades individuais.

    Por que o café é um estimulante de energia?

    A cafeína presente no café atua bloqueando os receptores de adenosina no cérebro, resultando em um aumento temporário da atividade cerebral e uma sensação de alerta e energia. Essa resposta pode ser benéfica quando consumida durante o dia, auxiliando na concentração e no desempenho cognitivo. No entanto, quando consumida próximo ao horário de dormir, a cafeína pode interferir nos padrões naturais de sono.

    Leia também: Energético causa efeitos que agravam a apneia do sono

    A necessidade de fazer um check-up caso sinta muito sono em períodos diurnos

    Se mesmo evitando o consumo de cafeína próximo ao horário de dormir, você ainda experimenta sonolência excessiva durante o dia, pode ser um sinal de que algo mais está interferindo na qualidade do seu sono. Nesses casos, é recomendável buscar orientação médica para avaliar possíveis distúrbios do sono, como apneia do sono ou narcolepsia. Um diagnóstico precoce e adequado é essencial para garantir uma boa qualidade de vida e bem-estar geral.

    Saiba mais sobre saúde do sono

    Aqui no blog CPAPS, falamos periodicamente sobre todos os temas relacionados à saúde do sono, saúde física, qualidade de vida, bem-estar e saúde respiratória. Por aqui, você fica por dentro de informações interessantes sobre o universo da saúde e, claro, recebe muitas dicas de autocuidado. Continue acompanhando nossos artigos clicando aqui!

    Veja alguns conteúdos que podem ser do seu interesse!

    Bebidas que prejudicam o sono

    Mito x verdade: suplemento de melatonina cura a insônia

    Trabalho durante a noite e dormir durante o dia prejudica a saúde

  • A privação do sono pode prejudicar a visão

    Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em cada dez pessoas no mundo, quatro sofrem com algum distúrbio do sono. Mas você sabia que, além de comprometer o funcionamento do organismo, a privação do sono pode prejudicar a visão? Alguns problemas de visão, como o glaucoma, estão relacionados, inclusive, à apneia do sono. Saiba mais neste post do Blog CPAPS!

    Apneia do sono pode causar problemas na visão

    De acordo com pesquisas feitas pela Mayo Clinic, a apneia do sono pode estar associada a uma variedade de condições oftalmológicas, como síndrome da frouxidão palpebral, glaucoma, neuropatia ótica isquêmica anterior não-arterítica e o papiledema. O líder do estudo, Andrew Waller, explica que isso acontece devido aos efeitos do distúrbio no sistema circulatório e vascular.

    Devido a essa relação, os especialistas recomendam que pacientes que sofram com apneia do sono, realizem exames oculares periodicamente para verificar possíveis sinais precoces de glaucoma, segunda doença que mais causa cegueira por meio do aumento da pressão interna do olho.

    Leia também: O que comer antes de dormir para ajudar a evitar insônia?

    Privação do sono e alterações oculares

    Não só a apneia do sono, mas também a privação do sono aumenta o risco de diversas alterações vasculares na retina que, quando não tratadas cedo, podem causar uma perda definitiva da visão. A luz regula todas as nossas funções biológicas, por isso uma boa noite de sono, com a ausência de iluminação, é essencial para a saúde.

    privação do sono prejudica a visão
    A insônia pode levar a diversos problemas na sua visão.

    Além disso, as consequências negativas da privação do sono para os olhos são mais comuns em mulheres pelos mesmos hormônios sexuais femininos que fazem os distúrbios do sono serem mais frequentes entres elas. Contudo, isso não significa que os homens não devam se atentar ao tratamento da privação do sono o quanto antes.

    A privação do sono também facilita a contração de conjuntivite viral e bacteriana ou de conjuntivite alérgica, principalmente em áreas secas, já que a pessoa diminui o tempo de lubrificação ocular durante a noite. Os distúrbios do sono comprometem, ainda, a capacidade do nosso organismo de combater essas infecções.

    Leia também: Insônia e transtornos de ansiedade em época de coronavírus

    7 dicas para tratar a privação do sono

    A privação do sono em detrimento à insônia, como pudemos observar acima, causa muitos problemas à saúde. Por isso, o quanto antes começarmos a tratar o problema, menores são as chances de sofrermos as consequências das noites mal dormida. Para te ajudar nisso, trouxemos 7 dicas para te ajudar a acabar com a insônia. Confira!

    1. Evite o consumo de álcool antes de deitar;
    2. Não fume;
    3. Pratique exercícios físicos diariamente;
    4. Fuja de aparelhos eletrônicos antes de deitar;
    5. Evite cafeína e bebidas estimulantes à noite;
    6. Faça refeições leves;
    7. Tire um tempo para ler ou meditar antes de dormir.

    O que achou das nossas dicas? Aqui no Blog CPAPS você tem acesso a essas e diversas outras dicas e informações interessantes sobre o tratamento da insônia e a potencialização da saúde respiratória. Clique aqui e acesse a página principal do nosso blog!

  • Melatonina: descubra tudo sobre o hormônio do sono

    A melatonina, também conhecida como o “hormônio do sono” ou N-acetil-5-metoxitriptamina, é uma substância presente no organismo humano que está diretamente relacionada ao sono saudável. Muito se fala sobre esse hormônio devido às suas mais variadas funções. Ele é produzido pela glândula pineal, localizada na região central do cérebro.

    Contudo, por mais que seja muito conhecida por diversas pessoas, poucas realmente sabem como a melatonina atua na qualidade de sono e todas as suas vantagens e efeitos. Neste post vamos te contar tudo sobre o assunto, falar sobre os benefícios da melatonina, bem como os efeitos que ela pode gerar. Continue a leitura e fique por dentro de tudo sobre este hormônio!

    Melatonina: para que serve?

    A melatonina natural é responsável por “avisar” ao seu corpo que a noite chegou e que já é hora de dormir, ajudando assim a regular o seu relógio biológico. O hormônio atua ao tornar o processo digestivo mais lento, promovendo a queda da temperatura corporal e diminuindo a pressão sanguínea. Portanto, ela induz o corpo a dormir e ajuda a diminuir os casos de insônia.

    Devido às suas vantagens, que estão cada vez mais populares, diversos suplementos alimentares com a substância tornaram-se comuns entre as pessoas que buscam um sono mais agradável e saudável. E isso é uma atitude boa, já que pesquisas comprovam que o uso da melatonina em crianças que sofrem de insônia prolonga a noite de sono e melhoram sua qualidade.

    Contudo, um dos fatores que influencia na atuação da melatonina é a luminosidade do ambiente. A presença de luz, mesmo artificial, inibe a produção da substância pelo corpo. Por isso, sua secreção é maior durante o inverno, estação na qual as noites são mais longas. O ápice de sua síntese ocorre por volta das 3 e 4 horas da manhã.

    Leia também:

    + Dicas para acabar com a insônia

    Melatonina: benefícios

    Além de sua atuação sobre o sono, a melatonina também age em diversos outros processos do nosso organismo. Esta substância auxilia o sistema imune, apresenta atividade anti-inflamatória e antioxidante, além disso, é indicada para o tratamento de enxaquecas. A melatonina também tem sido estudada por seus possíveis efeitos: antiepilépticos, no emagrecimento, na prevenção e combate ao câncer e em vários outros problemas.

    Melatonina: efeitos colaterais

    Por mais que o hormônio do sono promova diversos benefícios para a saúde, é possível que haja certos efeitos colaterais. Contudo, a melatonina é considerada uma substância segura e muito bem aceita pelo corpo, quando usada de forma correta. Por isso, os efeitos colaterais do hormônio são bem raros, porém podem acontecer. Conheça alguns possíveis efeitos colaterais da melatonina:

    • Problemas para concentração
    • Sonolência durante o dia
    • Sonhos e pesadelos mais vívidos
    • Diminuição do apetite
    • Dores de cabeça e enxaqueca
    • Piora da depressão
    • Irritabilidade 
    • Náuseas constantes
    • Dermatite
    • Tontura, fraqueza e confusão mental

    Contudo, a intensidade dos efeitos colaterais sentidos varia da quantidade e frequência no consumo do hormônio. Por isso há a necessidade de, antes de iniciar o consumo da substância, buscar um médico especialista para, juntos, decidirem as dosagens e frequência do consumo da melatonina.

    Como tomar melatonina?

    Atualmente, no Brasil, há a liberação do uso de melatonina manipulada. Essa permissão foi dada pela Anvisa unicamente para comercialização em sua forma manipulada. Por ser manipulado, é necessário que se haja a recomendação de um médico, já que a concentração do hormônio dependerá da necessidade de cada pessoa.

    O mais comumente recomendado é o consumo de até 0,5mg do hormônio, quantidade correspondente ao que o corpo produz de forma natural. Porém, é possível que seja manipulada em outras concentrações, como a melatonina 5mg, por exemplo. E, de acordo com a recomendação médica, a dose diária pode chegar até 10mg.

    O suplemento pode ser manipulado de diversas formas, como comprimidos e cápsulas, que são os mais conhecidos. No entanto, o consumo deste hormônio não é recomendado durante o dia, já que pode acabar desregulando o seu relógio biológico, fazendo com que o sono à noite se torne mais complicado.

    Quais são as contraindicações da melatonina?

    Como qualquer tipo de suplementação, a melatonina também tem contraindicações. O hormônio deve ser evitado por mulheres que estão grávidas ou em período de amamentação e pessoas que possuam alergia aos compostos presentes na formulação. E também deve ser evitado o consumo de uma dose maior que 1mg por dia, salvo em caso de indicação médica.

    Portanto, tomando os cuidados certos e seguindo as recomendações médicas, a melatonina pode ajudar a melhorar muito a qualidade do seu sono. Caso queira saber mais sobre como ter um sono mais saudável, basta clicar aqui e ler mais conteúdos em nosso blog relacionados à insônia. Todos estão repletos de dicas sobre o assunto!

  • Fumar antes de dormir prejudica a qualidade do sono

    Para quem faz o consumo de cigarro, pode ser comum fumar antes de dormir. Mas, além de problemas a longo prazo, o cigarro representa problemas na qualidade do sono, ainda que essas duas coisas não pareçam estar relacionadas. 

    Para entender mais sobre isso, a CPAPS irá explicar nesse post tudo o que sabemos e como você pode vencer esse problema.

    Como fumar antes de dormir pode impactar a rotina?

    Ainda que atualmente seja de conhecimento geral as consequências desse hábito (como o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e respiratórios), o cigarro ainda se faz presente na vida de muitas pessoas. 

    Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que 9,8% dos brasileiros, aproximadamente 22 milhões de pessoas, sejam dependentes no país. Dentre esses, os homens estão em maior quantidade: são 12,4% dos fumantes, enquanto as mulheres estão entre 7,7%. 

    A nicotina, presente no cigarro, é a principal responsável por essa dependência. Encontrada em todos os derivados do tabaco, ela é uma substância psicoativa, o que resulta na sensação de prazer quando consumida através do trago.

    No entanto, a partir da primeira vez que é inalada, o cérebro se adapta e começa a necessitar de doses maiores (ou seja, maior frequência) para atingir o mesmo nível de satisfação inicial. Por conta disso, a pessoa que fuma passa a ter tolerância maior, sentindo a vontade de consumir mais para obter o prazer.

    Além de representar um risco a médio e longo prazo, como problemas cardiovasculares e respiratórios, o cigarro também causa a invalidez e até mesmo a morte.

    Dado que o hábito é capaz de desenvolver câncer, embolia pulmonar, bronquites e outras doenças, o nível de oxigenação no sangue também é comprometido. E, com isso, o organismo fica debilitado, podendo até mesmo resultar na falência múltipla dos órgãos.

    Quando se fala no sono, a nicotina é considerada um estimulante, assim como outras substâncias, como a cafeína. Dessa forma, é muito comum que o fumante encontre problemas para dormir (pegar no sono) e também para se manter dormindo, enfrentando episódios de insônia.

    Isso ocorre porque, enquanto dormimos, o cérebro continua em atividade, ainda que de forma mais lenta. Mas, para um fumante, as horas que estamos dormindo podem ser encaradas como uma crise de abstinência. Com isso, a pessoa acaba acordando no meio da noite, perdendo o sono e, então, encontrando no cigarro uma forma de relaxar novamente.

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    O hábito de fumar antes de dormir pode resultar na insônia, já que o período em que dormimos é encarado pelo cérebro como abstinência para o cérebro

    Relação do cigarro com a apneia do sono

    Para além dos problemas de dormir e manter o sono, o tabagismo pode, também, favorecer o surgimento de outras doenças que prejudicam o período do descanso. A mais comum delas é a apneia do sono.

    Especialistas afirmam que as pessoas que fumam por mais tempo possuem um risco de desenvolver o grau mais severo da apneia do sono, um distúrbio do sono. Essa possibilidade está atrelada ao fato de que, por conta do cigarro, as vias aéreas ficam inflamadas e, a longo prazo, os músculos da garganta (laringe e faringe) perdem a elasticidade, aumentando os episódios de ronco, causando a asfixia do paciente. 

    Segundo um estudo de revisão publicado na revista científica da Universidade de São Paulo (USP), os fumantes possuem até três vezes mais chances de desenvolver a apneia do sono, comparando com pessoas não-fumantes. Em média, a prevalência é de 35%, contra 18%, respectivamente. 

    Como parar de fumar?

    Embora parar de fumar seja uma resposta quase óbvia para reduzir as consequências à saúde, essa não é uma tarefa fácil, e exige força de vontade. É necessário ter em mente que, assim como outras dependências, a mudança de hábitos deve ser acompanhada por médicos especialistas, além de contar com todo o suporte e apoio psicológico. O círculo social, como família e amigos, também são de suma importância para que o fumante vença o vício.

    Algumas medidas podem ser tomadas para diminuir os impactos do cigarro sobre o sono, como, por exemplo, evitar o fumo ao menos três horas antes de dormir. A prática de exercícios físicos e da meditação também são recomendadas, de forma que a pessoa encontre em outras atividades o mesmo prazer que obteria fumando.

    Além disso, podem ser colocadas em prática medidas como:

    • Não combinar o cigarro com outras substâncias, como o álcool, antes de dormir;
    • Evitar alimentos ricos em gordura;
    • Investir em refeições ricas em vitamina E e C, que são antioxidantes poderosos para manter a saúde do organismo, além de favorecer a firmeza dos tecidos do corpo; e
    • Aumentar a ingestão de água, redobrando os cuidados com a hidratação.