A síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) atinge entre 1% a 3% das crianças em idade pré-escolar. Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), esse distúrbio do sono, que afeta a respiração obstruindo a passagem de ar para as vias aéreas, pode causar a asfixia que duram entre 10 e 40 segundos, dependendo da gravidade do problema.
Sendo assim, uma criança que desenvolve a apneia pode ter o sono interrompido pela falta de ar, já que não consegue passar normalmente para dentro dos pulmões. Esse é um problema que deixa pais, familiares e responsáveis preocupados, uma vez que não sabem exatamente o que fazer quando a criança apresenta os episódios de ronco e interrupções ao respirar. No entanto, com uma visita a um médico especialista e realizando uma polissonografia, é possível desvendar os sintomas para iniciar o tratamento.
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Como funciona a polissonografia infantil?
Assim como em adultos, a polissonografia infantil é realizada por meio de um exame que avalia o paciente enquanto ele está dormindo. São implementados eletrodos por todo o corpo da criança (que não causam choque ou qualquer outra reação), que farão a medição de diferentes aspectos do organismo durante o repouso. Alguns deles são o nível de oxigênio no sangue, a respiração, batimentos cardíacos e atividades neurais.
A polissonografia irá avaliar as pausas respiratórias associadas a hipoxemia (a baixa concentração de oxigênio no sangue) e a hipercapnia (aumento de gás carbônico no sangue causado pela asfixia). A partir disso, é possível avaliar a gravidade da apneia, que tem como principal sintoma o ronco, no momento da interrupção da respiração.
Assim como em adultos, a apneia do sono em crianças é dividida em níveis que vão do leve, moderado ao grave. E, durante todo o procedimento, os pais podem acompanhar a criança, que irá dormir na clínica para que o exame seja realizado durante uma noite de sono.
Como preparar a criança para o procedimento?
Antes de iniciar o processo, caso haja resistência, é possível conversar com a criança para que ela não tenha medo e nem se sinta desamparada durante o exame.
Além disso, a criança pode levar consigo pertences que a façam se sentir mais confortável, diminuindo o impacto de dormir em um local diferente. Por isso, é indicado que os pais levem um travesseiro, cobertores ou bichinhos de pelúcia, para garantir um maior conforto da criança.
Outros itens podem ser levados para a clínica de polissonografia:
- Medicamentos, caso a criança faça o uso de algum e necessite tomar antes de dormir;
- Escova de dentes;
- Roupas de dormir; e
- Roupas para serem usadas no dia seguinte.
Caso precise de auxílio, a CPAPS tem um time de especialistas pronto para indicar clínicas parceiras e confiáveis para a realização do exame. Entre em contato conosco por meio do nosso WhatsApp ou central de atendimento!


